Call of Duty: Black Ops 2


O ano é 2025 e o jogo é Call of Duty: Black Ops 2. É isso mesmo, você não leu errado. Tentando renovar a franquia, a Activision pela primeira vez leva as batalhas da série para o futuro, mais precisamente a um período chamado Guerra Fria, mas 13 anos à frente dos nossos dias atuais.

Para uma série que sempre foi marcada pelo realismo, seja pelos elementos relacionados à Segunda Guerra Mundial ou pela fidelidade dos cenários de guerrilha urbana, a notícia causou certa estranheza por parte dos fãs da franquia, e a receptividade do primeiro trailer, lançado ontem, ainda divide opiniões.

Afinal, os novos rumos de Call of Duty significam que a série entra em uma nova era? Reunimos algumas informações publicadas por pelos sites IGN, VG 247 e Gamespot, confira como será o mais novo episódio da franquia.

De volta para o futuro

Apostando em um cenário futurista, Call of Duty: Black Ops 2 agora situa a sua ação no ano de 2025, durante uma suposta Guerra Fria entre os Estados Unidos e a China. Poderosas armas de guerra, somadas ao avanço tecnológico, transformaram o mundo em um verdadeiro campo de batalha.

Woods agora é um homem de idade e está em um lugar chamado The Vault. A área é mantida pela CIA e abriga diversos ex-agentes cuja exposição a outros ambientes seria extremamente danosa, tanto para a instituição quanto para os antigos oficiais.

No novo título, você assume o papel de David Mason, filho de Alex Mason. O jogo se inicia com uma visita de David a Woods, na tentativa de esclarecer o que aconteceu com o vilão da história, Raul Menendez.

Mason questiona Woods sobre os eventos passados e como eles impactam nos acontecimentos da atualidade. Sua missão agora é ir em busca de Menendez, e as dicas de Woods são o gancho da história para que a transição entre os eventos do passado e do futuro possam ter algum sentido.

Com uma trama que se passa tanto na década de 80 quanto no longínquo ano de 2025, o jogador terá diante de si um game com narrativa não linear, em que as ações do passado, à medida que forem sendo conhecidas, terão impacto direto nos rumos da trama futurista.

Sem se esquecer das origens

A ficção científica apresentada no game não é gratuita. A série Call of Duty sempre prezou pelo realismo e, segundo informações dos seus desenvolvedores, não será diferente na nova trama. Os relatos do ano de 2025 mostrados no jogo têm como propósito o fato de serem plausíveis. Assim, não espere algum tipo de arma inovadora, nascida apenas na mente dos criadores do jogo.

Para desenvolver as novas tecnologias presentes em Black Ops 2, a Treyarch foi buscar no Brookings Institute opiniões e análises de especialistas sobre o que é possível e viável afirmar hoje para o ano de 2025. Assim, os elementos mostrados hoje na tela têm a real possibilidade de existir nos próximos 15 anos, o que pode tornar tudo muito mais interessante.

Novo modo de jogo

A Treyarch está trabalhando em um novo modo de jogo para o game chamado Strikeforce, uma tentativa de acrescentar mais emoção aos jogadores que preferem um pouco de estratégia a apenas correr e sair atirando em tudo e todos. O novo modo, infelizmente, não deverá ser cooperativo, mas deixará o jogador em um grande ambiente, repleto de companheiros de equipe, com a missão de cumprir diversos objetivos pontuais.

A proposta é que você seja também uma espécie de comandante, se assim desejar. Você poderá sair da ação a qualquer momento e se comportar como um observador, apenas dando ordens para que as suas tropas se direcionem para pontos específicos do mapa. Será possível tanto ser o comandante de cada uma das unidades terrestres quanto pairar no ar e acompanhar tudo a partir de um dos drones.

Caos completo, mas com um toque de drama

A sensação de estar em meio a um caos completo sempre foi uma das características da série Call of Duty e, para a alegria dos fãs, isso não deve mudar. Entretanto, a falta de um vilão mais atraente sempre foi considerada um leve ponto negativo. Para mudar essa característica, a Treyarch pretende “construir” um vilão multifacetado, capaz de causar medo e empatia junto ao público.

Para ajudar nessa tarefa, a empresa contratou ninguém menos do que David Goyer, homem que esteve por trás da criação do vilão Coringa, interpretado por Heath Ledger no filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas”. O diretor do game, Dave Anthony, fez questão de comparar Raul Menendez com Tony Soprano, personagem principal da extinta série “Família Soprano”.

“Se você olhar para a série Família Soprano, o personagem principal é um vilão e também um assassino a sangue-frio. Entretanto, nem por isso você o odeia. Você aprende com ele, passa a vê-lo como um ser humano e a ter empatia com o personagem, apesar de suas ações serem horríveis. Essa situação nos coloca em um conflito moral e é exatamente isso que esperamos que o nosso vilão transmita”, explica Anthony.

Zumbis estão de volta

“Se você gosta de zumbis, certamente vai ficar feliz com o esforço que estamos fazendo em Black Ops 2. É o nosso maior esforço envolvendo zumbis até hoje”, detalhou Dan Amrich, gerente de comunidade da empresa, em entrevista ao programa Roll Call. Mais do que uma experiência bem-sucedida, o modo zumbi de Black Ops acabou atraindo muito mais fãs para a franquia, que viram muitas oportunidades em uma versão mais “divertida” e menos realista.

Call of Duty: Black Ops 2 será lançado no dia 13 de novembro e contará com versões para PC, PlayStation 3 e Xbox 360.

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